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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Finalmente Durban (e novidades de ontem e hoje)

Por entre uma passagem por Joanesburgo com chuva e uma aterragem um pouco atribulada para o moderno Airbus 380, após 18 horas de voo e passagens por aeroportos, a Quercus já está em Durban.

 

 

Ontem aconteceu o primeiro "Indaba" – termo que vem da linguagem Zulu e que significa “negociação” ou “matéria”. Trata-se de uma importante conferência efectuada pelos izinDuna (os homens mais sábios) dos povos Zulu e Xhosa na  África do Sul. Na prática, trata-se de uma discussão aberta, comum a todas as COPs e em que participam em iguais circunstâncias os países e as organizações acreditadas, numa tentativa de construir posições comuns e ultrapassar as dificuldades. Porém, em vez de um diálogo frutuoso, cada uma das partes limitou-se a dizer aquilo que é a sua posição e a reafirmá-la sem cedências. Os comentários que percorrem os corredores, dizem que as decisões em linha aqui na Conferência de Durban ao ritmo lento a que segue o debate, não apontam para quase nenhum progresso no final.

Num artigo publicado hoje pela revista Nature, biólogos da Universidade do Alasca e da Universidade da Flórida afirmam que se houver um aquecimento de 7,5 graus Celsius no Ártico neste século, tal deverá libertar o equivalente a 380 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono dos solos de permafrost. Mesmo um aquecimento de apenas 2 graus libertará um terço. Mera coincidência, mas hoje discursou aqui em Durban o coordenador do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, Rajendra Pachauri.

Talvez para animar as hostes, só mesmo uma sessão de poesia como a que a Greenpeace África vai promover amanhã às 19.30h na sua tenda na praia norte de Durban. Num concurso em que pediram aos jovens para escrever poemas acerca da floresta do Congo, tiveram 1900 concorrentes e amanhã é a altura da entrega de prémios aos três melhores.

por Quercus às 19:18
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Código florestal brasileiro preocupa ONG

As Organizações Não Governamentais (ONG) da Rede de Acção Climática (CAN, na sigla inglesa) estão preocupadas com o projecto de Lei que propõe alterações ao Código Florestal brasileiro. Num artigo em destaque no ECO (PDF), uma publicação especializada na cobertura das cimeiras internacionais sobre alterações climáticas, as organizações da sociedade civil brasileiras dizem que a aprovação do Código Florestal pode comprometer as metas de redução de emissões e, colocar o Brasil em situação embaraçosa nas negociações internacionais, já que o país vale-se dos seus índices de redução do desflorestação para exercer um papel de liderança na defesa de compromissos junto aos países desenvolvidos e, principalmente, de mecanismos de incentivo financeiro para a preservação de florestas nos países em desenvolvimento. [Fontes: ISA, Florestafazadiferença e Greenpeace Brasil]

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por Quercus às 13:15
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