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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

Gestão Florestal: Boa revisão técnica, um falhanço político à vista

  

 

As associações de ambiente reconhecem o tempo e esforços significativos que os países do Anexo I (países industrializados) têm feito para melhorar a transparência e robustez técnica de referência propostos para a gestão florestal. No entanto, embora o processo de revisão tenha atingido esses objectivos, não é suficiente para assegurar a integridade ambiental relativa à fixação do nível de referência de emissões na contabilização da gestão florestal. Claramente, a premissa política subjacente à fixação de um nível de referência é profundamente falsa. Embora o processo de revisão tenha identificado e corrigido problemas técnicos e inconsistências nos níveis de referência de cada país, nunca foi destinado a avaliar as implicações políticas mais amplas de uma abordagem aos níveis de referência. Essas implicações incluem o seguinte:

 

Integridade ambiental. A abordagem proposta para o nível de referência permitiria às Partes do Anexo I o aumento das emissões líquidas de gases de efeito estufa em relação aos níveis actuais durante o período de compromisso seguinte, sem penalidades. Com o tempo, esta abordagem poderia prejudicar gravemente a mitigação das alterações climáticas globais e resultar numa perda de stocks de carbono florestal em florestas nos países desenvolvidos.


Mitigação de forma alargada à economia. Os níveis de referência da gestão florestal para alguns países do Anexo I foram criados de uma forma que lhes permite esconder aumentos das emissões resultantes da gestão das suas florestas e, portanto, permitiria reduzir o nível de ambição das acções de mitigação noutros sectores.

 

Comparabilidade. Um suposto aspecto positivo desta abordagem do nível de referência é ser suficientemente flexível para permitir que todas as Partes do Anexo I adoptassem métodos de contabilização obrigatórios para a gestão florestal. No entanto, os níveis de referência superam várias vezes a flexibilidade realmente necessária. O resultado é um quadro onde uma tonelada de redução de carbono num país não é necessariamente equivalente a uma tonelada de carbono reduzida noutro país.


A revisão foi desenhada para avaliar a robustez técnica e a transparência dos níveis de referência adoptados pelos países, e fez o seu trabalho. São agora claros, quão ruins são os efeitos que a abordagem na escolha do nível de referência poderá ter. As associações imploram às Partes a recuarem um passo para trás, considerando as implicações mais amplas da abordagem ao nível de referência e a rejeitá-lo em favor de uma das opções mais robustas sobre a mesa das negociações, quando ingressamos na semana crítica das negociações aqui em Durban.

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por Quercus às 12:08
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